segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lugares Amigos!

Fazer passeios com os amigos é algo impagável!!!! Num "bom português", como diz uma propaganda de cartão de crédito "não tem preço"!!! E não tem mesmo! Especialmente quando vamos juntos a lugares que também preenchem a nossa alma, assim como os amigos... Podemos até pensar nesses lugares como "Lugares Amigos". Gostei dessa ideia: Lugares Amigos! É verdade, tem lugares que nos acolhem como os bons amigos, nos quais nos sentimos em casa e sempre nos lembramos deles com saudade, com vontade de voltar. Essa foto é de um desses lugares: um parque perto de Belo Horizonte, com uma área verde gigantesca e repleto de obras de arte em pavilhões fechados e a céu aberto. Esta foto mostra apenas um dos detalhes uma das instalações: eu chamo de "Esferas flutuantes", não me lembro se é isso mesmo, mas foi assim que ficou pra mim. Esta é permanente, tem outras que são temporárias, mas também dignas de admiração e de contemplação.
O parque se chama Inhotim e fica na cidade de Brumadinho, a alguns quilometros de BH. Vale a pena conhecer e passar o dia inteiro lá. Ainda assim, como os bons amigos, você vai querer voltar uma, duas, muitas vezes.
Bom passeio!

Atualização!?!?

OK! Vamos ver se dessa vez eu consigo atualizar este Blog com mais frequência.
Nem vou me atrever a dizer com que frequência pra não ficar tão feio assim!
Bem, já atualizei a foto! Comecei pela parte mais fácil, é claro!
Vou pensar em algo mais! Depois volto!

sábado, 26 de junho de 2010

Liderança


Este é um artigo que escrevi há algum tempo para a Revista Negócios, e um dia descobri que ele tinha sido comentado por um gestor de estratégia de comunicação organizacional, em seu blog ( http://gecorp.blogspot.com/2008/01/formao-do-lder.html ). Segue então o artigo...


Quando abordamos este tema, a nossa tendência é pensar em trabalho, mas será que liderança se restringe a um ambiente de trabalho? Definitivamente não. Somos quem somos onde quer que estejamos. Logo, se somos pessoas autoritárias no trabalho, também seremos em casa; se somos pessoas que permitem que os outros exponham suas opiniões em uma reunião, também saberemos ouvir o filho que chega com uma queixa seja ela qual for.
Então, vale a pena perguntar a nós mesmos quem somos, que tipo de relacionamentos estamos cultivando nos ambientes que freqüentamos e onde vivemos.
Liderança envolve basicamente relacionamentos, conexões, objetivos e resultados. Não existe líder sem liderados, ou colaboradores, como queiram chamá-los.
O líder é aquele que influencia, que motiva e incentiva os que estão à sua volta a partir de sua própria ação, do seu modelo, do seu exemplo.
E não seria o exemplo a melhor forma de motivar as pessoas e levá-las a fazerem aquilo que se espera delas?
Nos tempos da Ditadura Militar ouvia-se muito a frase “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”. E esta idéia prevaleceu como um lema de liderança por muito tempo, tanto que algumas pessoas ainda resistem às mudanças e permanecem agindo sob este ideal como se ele trouxesse transformações, à base da força e da imposição.
Todo ser humano tem a necessidade de ser visto e valorizado. E apesar de em alguns momentos sermos cobrados a fim de que consigamos resultados em nosso trabalho, em casa, na escola, sentimos necessidade de sermos vistos como seres únicos, não massificados.
A liderança pode ser boa, produtiva, positiva, ou ruim, destrutiva, e negativa.
O verdadeiro líder sabe o que esperar dos seus colaboradores, pois os conhece, conhece o campo no qual os coloca, sabe quais são os objetivos da sua equipe e tem claro os resultados desejados. Sabendo o que esperar deles, tem uma expectativa realista e condizente com os acontecimentos. E sabe que precisa fazer com que estes acredite que são capazes de alcançar seus objetivos.
O líder reconhece seus pontos fortes e fracos. Cada um de nós tem uma história pessoal que de certa forma determina alguns aspectos de nossa vida. Mas apesar disto somos seres capazes de promover mudanças no mundo em que vivemos e também no Ser que somos. Mudanças dependem de escolhas feitas, de decisões tomadas.
Se o líder conhece o potencial do colaborador e acredita que ele conseguirá aquele resultado, então o campo já está fértil para que o objetivo seja alcançado. O olhar apreciativo e confiante daquele que está no comando faz com que o outro se sinta valorizado e pense que se o seu “chefe” acha que ele é capaz, então ele também acredita que é capaz. Se você está em posição de liderança, seja no trabalho, em casa, na comunidade, experimente olhar as pessoas e escutá-las. Assim você terá mais claro o potencial de cada um à sua volta. E lembre-se que este potencial também muda com o tempo, porque tudo é mutável. E é por isso que não podemos parar de olhar e escutar com atenção. Aqueles que são olhados e escutados sentem-se mais valorizados e motivados. E assim você os ajudará a obterem aquilo que eles querem o que você quer que eles consigam.
Mas lembre-se de fazer um bom uso deste conhecimento.

domingo, 20 de junho de 2010

Redes e desafios


Remexendo meus arquivos do computador, encontrei um texto que apresentei em um Congresso Internacional sobre Acompanhamento Terapêutico, há alguns anos. Na ocasião, fui convidada a falar da “construção de redes (sociais) na clínica privada (do acompanhamento terapêutico)”.
Dizendo de uma forma bem simples, o Acompanhamento Terapêutico é uma modalidade de atendimento em saúde mental que tem como princípio a ampliação do ato clínico psicoterapêutico.
E como estou iniciando um espaço onde posso compartilhar ideias nessa grande Rede internacional, pensei que seria oportuno começar falando sobre ela: a Rede, pegando um gancho nestes escritos.
Senti vontade de mudar o formato do artigo pra poder compartilhar aqui. Então vamos lá.
Como definição, uma rede é uma quantidade de pontos interligados numa malha, utilizada desde épocas pré-históricas na pesca e na caça. Posteriormente, redes passaram também a ser utilizadas noutras atividades, como na navegação, na construção, no esporte, na informática.
E fui divagando nesta ideia de Rede: cair na rede, por exemplo, é uma expressão que se usa para indicar que alguém caiu em uma cilada; entrar na rede indica que alguém está conectado ao resto do mundo pelo computador; no Ceará fala-se em rede de quatro chinelos, que é a rede onde dorme um casal; os bombeiros usam rede de salvamento; os caçadores usam rede de caça; os pescadores, rede de arrasto; no esporte se usa rede para separar territórios, rede para delimitar erros e acertos (dependendo do ponto de vista de cada um).
Continuei pensando nos tipos de rede que temos na nossa cultura, e nas funções e possibilidades que cada uma delas apresenta. Existe rede elástica, que te impulsiona, se você também fizer uma força neste sentido; existe rede que captura, e que te prende sem te dar espaço para escapar ou se movimentar, e aí te paralisa; existe rede que protege e que te impede de avançar na direção que representa perigo, que serve de continente; existe rede que organiza, e que sustenta algo para que fique tudo no lugar; e existem outras tantas meta redes, como a rede de intrigas, a rede política e a rede social.
Enfim, tem rede que salva e tem rede que prende; tem rede que junta, tem rede que separa. Tem rede que faz o movimento para dentro e rede que faz o movimento para fora.
É inevitável perceber porque a palavra Rede é tão pertinente para a sustentação que precisamos criar para ora proteger, ora impulsionar, ora limitar o nosso próprio universo.
Sendo assim, penso que também fazemos não só um, mas vários tipos de redes e aí uma série de questões começam a ficar mais evidentes: que tipo de rede estamos tecendo em nossas vidas? Será que estamos usando estas redes a nosso favor? Ou será que estamos usando-as como cilada, como uma armadilha que irá nos aprisionar ao invés de nos impulsionar? A rede que faz o movimento para fora é melhor do que a que faz o movimento para dentro?
Cada rede tem uma configuração particular: depende do ambiente onde se forma e atua, da cultura política dos membros e em especial da cultura política dos facilitadores, dos objetivos que são compartilhados e do momento que se está vivendo.
Redes de relações são inerentes às atividades humanas. No nosso dia-dia tecemos redes que sustentam nossas rotinas. Temos pessoas que envolvem nossa vida social e profissional, como colegas de profissão, o dono da padaria, o motorista do ônibus, o frentista do posto de gasolina, o garçon do barzinho. E temos nossa rede de afetos, que são as pessoas que amamos. Então, todas as nossas atividades cotidianas nos levam a formar redes de relações. Estas são as redes espontâneas, que nascem da nossa necessidade de manter relações com o outro e da nossa capacidade para realizá-la.
Mas nem todas as redes são formadas espontaneamente, e nem todas as pessoas têm a capacidade para formá-las e mantê-las. A intencionalidade nos relacionamentos, os objetivos comuns conscientes, explicitados, compartilhados são características das redes sociais.
E com aqueles que fazem parte da nossa rede social, que são nossos parentes, amigos, ou mesmo funcionários, vamos fortalecendo estes laços a fim de criar um ambiente de confiança mútua, respeito e afetividade.
Buscamos, dentro do que o nosso meio social oferece, oportunidades de ir sempre um pouco mais além do que cada um já foi. Procuramos, a partir dos nossos desejos, coisas para se fazer, lugares para ir, coisas para se ver e sentir. Em cada lugar que vamos e que depois voltamos, seja por necessidade, por desejo, ou por insistência de outros vamos tecendo fios e reconhecendo aquelas pessoas como sujeitos do nosso próprio mapa social ampliado.
Portanto, fazemos redes porque não somos suficientes para suprir todas as nossas necessidades. Mas seria importante refletirmos constantemente para que a estrutura de rede não se enrijeça espelhando a cronicidade da nossa cultura; e procurar a flexibilidade nas redes, pois as configurações e dinâmicas são bem variadas.
Como vocês já devem ter concluído, nem sempre a rede que impulsiona é melhor do que a rede que limita. É preciso olhar para cada situação como ela merece, por ser única, pois flexibilidade demais não dá sustentação e limitação demais impede o crescimento.
Penso que fazemos as redes procurando realizar conexões, manter um fluxo de comunicação aberta, expandir universos internos, tornar suportável a convivência com os opostos, e tentar fazer com que atitudes como compartilhamento, cooperação, horizontalidade das relações de poder e tensão sejam também suportáveis.
Enfim, ampliar nossas redes e sustentá-las de maneira saudável é um desafio, pois exige de cada um sair de seu mundinho, da sua célula/cela, e se dispor a fazer conexões variadas, o que na prática não é nada fácil. É sempre um desafio!
Bons desafios pra todos nós!

domingo, 13 de junho de 2010


Ainda estou pensando no formato deste Blog, e ainda estou aprendendo a manejar esta ferramenta de comunicação. Então, assim como faço com outras coisas na vida, vou aos poucos, respeitando o meu ritmo e vendo por quais caminhos vou me levando...